25jul
2017
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Curiosidades de Hans Christian Andersen – Odense – Dinamarca

O Museu de Hans Christian Andersen em Odense guarda detalhes interessantes e curiosos da vida do escritor.

Em uma parede marrom dentro do museu, encontramos uma janela com uma corda pendurada… Descobrimos que ele tinha uma mania de levar a corda na bagagem em todas as suas viagens e ele viajou muito… Sempre procurava hospedar-se em andares mais baixos e mesmo assim pendurava a corda na janela, pois se houvesse algum incêndio, ele escaparia facilmente pela corda, sem problemas. Manias e manias…

Era um homem bem alto (1,85m), tinha 25 cm a mais para o padrão da época. Com olhos profundos, um nariz largo, traços bem longe do ideal de beleza, podendo ser considerado um patinho feio. Assim como o que aconteceu no conto – O Patinho Feio, Andersen também se transformou em cisne por sua habilidade com as palavras, tornou-se um grande escritor da Literatura Infantil. A história do Patinho Feio  retrata a sua própria vida.

Andersen não conseguiu ser cantor, nem ator, mas apresentava um dom memorável: o de contar histórias juntamente com um de seus hobbies preferidos: desenhar com tesouras. As tesouras, em sua época, eram imensas e ele criava desenhos minúsculos e cheios de detalhes. Fazia recortes minuciosos no papel para presentear as pessoas que gostava, mas alguns deles foram recuperados e estão expostos no museu. Andersen produzia os papercuts à medida que contava suas histórias.

Ele gostava muito de trabalhar com papel de outra maneira: fazendo colagens. Adorava misturar ilustrações de revistas, anúncios, capas, pinturas, enfim tudo que pudesse se transformar em arte misturada com pequenos textos em prosa ou em verso.

O autor também se interessava bastante pelas novas tecnologias. Quis ser fotografado pela nova técnica estereoscópica, rara no século 19, pois quando a foto era visualizada pelo estereoscópio passava a impressão de profundidade e perspectiva (3D).

Andersen era bastante humilde, filho de sapateiro, mas praticamente foi  criado e ajudado pelo rei Frederico IV, que lhe apresentou a nobreza e consequentemente abriu as portas para uma nova realidade. Por esse motivo, notamos no museu roupas suntuosas, objetos de valor, mas apesar disso, apresentava uma ligação muito intensa com o povo, com as suas origens.

O pai de Andersen apesar de muito pobre tinha um carinho intenso pelos filhos. Analfabeto, mas mesmo assim contava aos filhos histórias maravilhosas, fazia teatrinho para eles, criava brinquedos com o material disponível. Tudo isso aguçou a criatividade e a inventividade do menino que se transformou em um excelente escritor de histórias infantis.

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