31mar
2017
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A Bela e a Fera em versos

Beth Cury

Era uma vez: Tam… Tam… Tam… A gente se liga, só de ouvir… Era uma vez…

De quem vamos falar agora?
Que história rola?

Pois era um comerciante.
Tinha seis filhos:
três meninos,
três meninas.

Eram abastados
Viviam bem
e o pai os queria
bastante educados.

Até que um dia,
perderam até moradia.
Os negócios foram mal,
a fortuna se esvaiu .

Restou-lhes uma casa no campo.
Tiveram de se mudar.
Sofreram tanto!

A filha mais nova
– que de tanta beleza,
chamavam de Bela
triste, aborrecida,
não se deu por vencida,
não se abateu.
Ela, a Bela
trabalhava
e muito
à nova condição se adaptava.
Lia seus livros,
tocava seu cravo,
cantava.

As irmãs?
Só reclamavam.
Os irmãos ,
ajudavam.???????????????????(quem?)

Até que um dia…
Um ano se passara,
chegou ao pai uma carta:
um navio aportara,
bons negócios à vista.
Tudo o que ele queria.

Ao partir,
em busca do novo alento,
ouve o pai atento
os pedidos das filhas:
vestidos, joias, perucas,
artigos de luxo.
Acreditavam elas
na volta de bons ventos.

Menos Bela.
Vendo tais pedidos das irmãs cobiçosas
pede a ele apenas uma rosa.

Segue o pai,
mas retorna,
não faz tais negócios.
Faltam documentos.
É mau o momento.

Pobre, triste, cabisbaixo,
cavalga de volta na neve.
Nem vê que se perde.
inerte
deixa que o cavalo o leve.

Eis que entra num túnel
de árvores – incrível –
abrigo amigo.
Ao fundo uma luz
o anima e seduz.

Vem de um palácio
lá longe.
Ele chega e entra,
ninguém à vista,
uma mesa posta.
Pra uma só pessoa –
e isso não era à toa –
Ele ceia e recosta.
Se aquece e adormece.

Quando acorda,
de novo, ninguém à vista,
de gente, nenhuma pista.
Pra ele
roupas limpas e novas,
ainda a mesa posta.

Depois do alimento,
segue de volta.
Sai pela porta,
atravessa o jardim.
Sua viagem está no fim.
Para um momento,
colhe uma rosa,
lembrando da filha formosa.

Mas ouve um grito furioso.
Era a FERA.
Afinal aparece
o dono do palácio glorioso.
– Não colha essa rosa!!!
Esse jardim significa tudo pra mim!!!

A Fera, achando o homem ingrato
– Tivera tanta cortesia com ele –
não podia agredir assim seu jardim.

Decreta sua morte.
O homem se explica –
quer levar a rosa à filha.
Pede clemência.
O homem pede pra ver os filhos
ainda uma vez
antes de morrer.
A fera não cede de todo
Apenas concede
Vir a filha em seu lugar.

A Fera permite que vá
com a promessa de ele
com a filha voltar.
Manda um baú de tesouros
em casa do pai entregar.

A Fera é terrível
Mas capaz desse gesto incrível.

Segue o pai.
Chega ao lar,
conta as desventuras,
revela as promessas futuras.

Das irmãs ciumentas
censura
à Bela.
Por que quisera
a rosa singela?

O preço fora sentença de morte ao pai.
Os irmãos querem eles resolver
querem a FERA matar.
O pai alerta:
– Não dá,
a FERA é esperta,
poderosa,
perigosa,
melhor eu ao palácio retornar.

Mas Bela, menina bondosa,
Diz ao pai :
– Vou eu em seu lugar.

As irmãs acham bom,
querem de Bela se livrar.

Já no palácio,
a mesa posta.
Bela serve e o pai e ceia
Mesmo sem estar disposta.

Eis que surge a Fera.
Bela se assusta,
Não sabia como ela era.
Disfarça,
não quer que perceba
Pensa: com o tempo o susto passa.

Ao pai a menina sossega:
Sonhara.
Uma fada dizia:
– Estarás protegida, és nobre, menina.

O pai se vai.
Promete à Fera:
– Não volto mais.

Todas as noites
Posto o jantar
a Fera aparece.
Todas as noites
pergunta:
– Bela, quer comigo casar?

A resposta é NÃO, sempre NÃO.
A Fera urra de dor,
Pois trata Bela com muito amor.

O tempo passou.
Bela quis saber do pai.
O espelho mágico revelou:
estava velho e doente
Sozinho esse pai.
Casaram-se os demais,
mudaram-se os casais.

Bela, tão triste,
pede e insiste:
queria ver o pai.

A Fera concede
que vá, mas que volte.
São oito dias o prazo,
Deve voltar sem atraso.

As irmãs, nas visitas às pressas,
que faziam ao pai,
ante as roupas da Bela,
suntuosas,
ganhas da Fera
cada vez mais
mordiam-se as invejosas.

Sabendo do prazo
para a menina retornar,
quiseram a Bela atrasar:
queriam ver essa irmã,
nem mais,
nem menos,
que morrer!…

Retardaram a volta
o quanto puderam.
Preocupada,
Bela sonhou com a Fera:
caída, agonizava.
Passava bem mal.
Lembrou-se do que dissera a Fera:
– Pra voltar,
você segure este anel.

Mal pegou o anel
viu-se de volta.

Procurou pela Fera.
Foi encontrá-la lá fora,
no canal.
Caída, morria a Fera,
morria também o jardim.

Deu-lhe água,
molhou seu rosto,
dizendo:
– Viva pra mim, não vou poder viver assim.
Preciso de você.
Não importa a aparência,
interessa a essência.

Ouvindo isso,
a Fera se transforma.
Surge um príncipe
belo, em forma.

Pergunta a menina ao belo príncipe:
– Onde está a Fera?

Relata o rapaz o encanto
diante do espanto:
Fora uma fada
Malvada.
Conta sua história.
Afinal, agora, a vitória.

Seguiram pra casa da Fera,
a família dela estava à espera.
Tudo num passe de mágica.
Em todos um só pensamento:
o suntuoso casamento.

As irmãs maldosas? Essas viraram estátuas postadas na entrada do palácio até se arrependerem de todo o mal desejado à irmã. Bela, agora feliz para sempre, casada com o príncipe, que estivera encantado em Fera.

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