20maio
2011
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Chapeuzinho Vermelho em Doce

Era uma vez uma menina mimosa e prestativa que vivia perto da floresta. Todos a amavam, principalmente a avó que presenteara a neta com uma capinha vermelha, que a garota sempre usava. Por isso todos a chamavam de Chapeuzinho Vermelho.

Um dia, sua mãe pediu que ela levasse uma cesta de doces para a vovozinha que estava doente e fraca. A vovó morava do lado oposto, portanto, era necessário atravessar a perigosa floresta. A mãe pediu que ela tomasse cuidado, que não falasse com estranhos e que fosse pelo caminho mais curto. A vovó precisava dos alimentos o mais rápido possível e o lobo mau andava por lá.

Quando caminhava pelo bosque, a menina encontrou o lobo. Na realidade, ele queria comê-la, mas havia gente por perto. Disfarçou perguntando:
– Aonde você vai, menina?
– Vou à casa da minha avó, que está doente. Preciso levar a cesta de doces.
– Por que você não leva flores também? – perguntou o lobo.
– Boa ideia! Ela ficará feliz!

E Chapeuzinho foi pelo caminho mais longo, para colher as flores. Cada vez mais, embrenhava-se na floresta.

Enquanto a menina fazia um enorme ramalhete para a avó e se distraía com os bichinhos da floresta, o lobo saiu em disparada, pelo caminho mais curto. Rapidamente, chegou à casa da vovozinha.
– Toc, toc, toc… – bateu na porta apressadamente.
– Quem bate?
– Sua netinha. – respondeu o lobo, imitando a voz de Chapeuzinho.
– A porta não está trancada. Pode entrar, minha querida netinha!

Assim que entrou, sumiu com a velhinha. Vestiu a roupa da vovó e deitou-se. Ficou, então, esperando Chapeuzinho.

Depois de brincar com as borboletas, esquilos, macacos, coelhos… e juntar tantas flores que mal podia abraçar, de repente, a menina lembrou-se da avó e tratou de rapidamente chegar à casa.
Toc, toc, toc…
– Quem é?

Ela estranhou a voz que ouviu, mas respondeu:
– Sua netinha!
– Pode entrar, a porta está aberta.

Assim que Chapeuzinho entrou no quarto, com o enorme ramalhete, estranhou a aparência da avó.

Ficou parada, observou e, desconfiada, começa a perguntar:
– Vovó! Para que essas orelhas tão grandes?
– É pra ouvir você melhor, querida netinha. Chegue mais perto, preciso ouvi-la.
– Que olhos enormes, vovó!
– São pra ver você. Sente-se aqui na cama, queridinha, pra enxergá-la melhor.
– Nossa! que nariz tão grande, vovozinha?
– É pra cheirar você, fofinha.
– E essa boca enorme, enorme mesmo?

O lobo já cansado de tantas perguntas e repostas, salta da cama e grita com toda a força:
– É pra comer você, agooora…

Chapeuzinho corre apavorada pelo quarto. Grita. Vai até a janela. Implora ajuda…

Esquiva-se do lobo o tempo todo…

Um caçador estava próximo. Ouve gritos e corre para ajudar.

O lobo mau se deu mal!!! Foi derrotado pelo caçador: pedras, água fervente, espingarda, facão…

Salvas, enfim, avó e neta!

Felizes, convidam o caçador para juntos saborearem a cesta inteira: suspiros, beijinhos e… sonhos.

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